O que se vê por aqui


Estas páginas tem o objetivo exibir o trabalho que venho desenvolvendo com estudantes da Educação Infantil passando pelo Ensino Fundamental e Ensino Médio, desde de 2005. Opto sempre pela utilização de materiais menos “nobres” e pela sua transformação no processo de produção da atividade escolar, sendo esta, uma das principais características das propostas. De maneira criativa e inusitada enfrentamos o problema: conseguir MAIS com MENOS. Como resultado, apresento o trabalho dos estudantes e mostro que é possível fazer arte de alta qualidade e uma série de outras atividade escolares com recursos materiais e didático-visuais mínimos. Muito obrigada pela visita.
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23 de jun. de 2021

Uma árvore de origami

 Público alvo: Educação Infantil, crianças entre 4-5 anos



Afinal, o que é ORIGAMI?

“Ori” quer dizer “dobrar” e “kami” significa “papel”. Assim, origami nada mais é do que a arte “dobrar papel”! Essa arte de dobradura de papel surgiu na China. Coincidência ou não, o mesmo lugar em que surgiu o papel! Porém, foi no Japão que o origami ficou mais conhecido.

No início o origami era feito apenas por pessoas ricas, pois o papel era muito caro. Só depois de muito tempo é que o origami passou a ser uma arte mais popular na ásia, sendo ensinado de geração a geração. 

Hoje em dia o origami é conhecido como sendo japonês, mas vale lembrar que a forma tradicional de iniciar uma figura de origami através de um quadrado de papel veio da China!

O mais interessante do origami é que ele estimula o desenvolvimento da habilidade manual, a concentração e o desenvolvimento da inteligência! E então, porque você também não tenta?


Atividade: Árvore de Origami 

Siga o passo-a-passo da atividade e faça a copa de uma árvore em dobradura. Depois, complete o desenho da árvore, desenhe e pinte a natureza em volta.


CLIQUE NAS IMAGENS para ampliar, fazer download e imprimir.

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Fonte do texto, site Universidade das Crianças: http://www.universidadedascriancas.org/perguntas/quem-inventou-o-origami/

22 de jun. de 2021

Bandeirinhas de festa juninas de origami

 Publico alvo: Educação Infantil, crianças entre 4 a 5 anos





Atividade 1:  Apreciação artística

Antes da atividade prática, apreciaremos a pintura Grande fachada festiva, do ano de  1950, de Alfredo Volpi, um pintor ítalo-brasileiro considerado um dos artistas mais importantes do Brasil. 

Uma das características principais de suas obras são as bandeirinhas e as fachadas (as frentes) das casas, como na obra que veremos a seguir. 

Ítalo-brasileiro quer dizer que Volpi, como o artista é mais conhecido, nasceu na Itália mas viveu a maior parte da sua vida aqui no Brasil. 


Link para saber mais sobre Volpi: https://www.culturagenial.com/alfredo-volpi-obras-biografia/

 

Atividade 2:  Bandeirinhas juninas de origami 

Siga o passo-a-passo da atividade e faça bandeirinhas para enfeitar a Festa Junina.


CLIQUE nas imagens para ampliar, fazer download e imprimir.

3 de jan. de 2011

Grafismos Indígenas

Projeto desenvolvido em março e abril de 201o, com crianças do 3º e 4º ano do Ensino Fundamental I.Segundo informações colhidas no site do Museu do Índio, "as marcas gráficas de repetição formam um conjunto expressivo e específico de motivos decorativos, pintados, gravados, trançados e recortados, em diferentes suportes e objetos da vida cotidiana ou cerimonial. Apesar da grande padronização dos motivos, cada artesão tem seu estilo, sua excelência técnica e artística. Tradicionalmente, estas marcas são sempre motivos geométricos, abstratos e nomeados; representam, enquanto ícones, espécimes da flora e da fauna, especialmente a pele, as escamas, cascos e rastros de animais, cascas de árvores e elementos naturais". Como veremos nas formas e nos títulos das obras-exercícios-gráficos feitas pelos estudantes: Beiju repartido, Folha de açaí, Dente de jacaré, Caminho da saúva, Rastro de caramujo, Tucano etc.

Aproveitando a oportunidade da data comemorativa do Dia do Índio, decidimos introduzir, na escola o projeto Grafismos Indígenas. A idéia central foi abordar a cultura indígena através da sua arte expressa nos grafismos e demonstrar para aos estudantes, como podemos representar graficamente as padronagens, à maneira dos índios, através do exercício de repetição de traços únicos e simples, feitos iguais, por todos da turma.

O tema se justifica no fato de o estudo das culturas indígenas ser objetivo proposto nos PCN’S e, portanto, de interesse no projeto; diz o texto: “Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais”.
Os objetivos foram: levar os estudantes conhecer e refletir sobre a arte gráfica indígena (escrita por imagens) e sua função na identificação destes povos, sabido que, aqueles que vivem aqui no Brasil não possuem escrita própria; vivenciar através de atividades artístico-plásticas um pouco dessa cultura gráfica; conhecer um pedaço da história do modo de vida dos índios brasileiros, antes da chegada dos portugueses – ouvindo, cantando e interpretando o texto da música citada; apreciar músicas cantadas por indígenas e comparar com nossa música, a cantada pelos os artistas citados acima; refletir, analisar e debater a relevância do tema para o a nossa cultura.
Como referência didático-visual, apropriamo-nos de duas linguagens artísticas diferentes: na arte visual, usamos impressos de plumária e arte gráfica indígena vista nos seus diversos suportes expressivos e na musical ouvimos a canção Todo Dia Era Dia de Índio de Jorge Bem Jor e Tim Maia, cantada por Bem Jor e Baby do Brasil; partido dessas referências, o tema desdobrou-se para outras abordagens interdisciplinares, como história, geografia e ciências.

Desenvolvimento

O projeto apoiou suas ações práticas nos três eixos diretores dos PCN’s-Arte:
  • Fazer artístico - cada uma das 10 turmas fez, para a exposição, uma obra-exercício coletiva diferente demonstrando o princípio de construção dos grafismos indígenas (por repetição), foram incentivados também a produzir individualmente outros tantos desenhos (interpretações ou releituras) quantos quisessem fazer, e ainda comparam as diferenças entre as nossas produções artísticas e as dos índios.
  • Apreciação da obra – todos os estudantes ouviram e/ou cantaram músicas com o tema, viram imagens da arte gráfica e plumária e visitaram a exposição dos seus trabalhos juntos com os dos outros colegas, relacionaram as imagens vista às suas correspondentes indígenas estudadas na sala de aula.
  • Reflexão - para que os ensinamentos proporcionassem, de fato, a construção de conhecimento dos estudantes, durante o andamento do projeto expressaram livremente suas opiniões, perguntaram, deram palpites. No final foram convidas as escrever, em suas palavras, um texto crítico-reflexivo falando a respeito do que sabiam e pensavam antes sobre a arte e a cultura indígena e o que sabem e pensam agora, demonstrando o que aprenderam, o que acharam das obras feitas individualmente e coletivas para a exposição, se o conhecimento teve importância cultural para eles, e ainda dar sugestões para melhorar as próximas aulas.

As outras disciplinas em que o projeto transitou através da música:
  • História: saber como viviam e vivem hoje os índios, através da interpretação do texto da música Todo Dia Era Dia de Índio.
  • Português: vocabulário, ver no dicionário o significado das palavras e expressões desconhecidas na música, tais como: cunhatã, curumim, proprietários, Terra Brasilis, equilíbrio, ecológico, fauna, flora, fraternidade, etc
  • Ciências: entender o que significado da frase da música “Preservando o equilíbrio ecológico da terra, fauna e flora”, fazê-los perceber que, também são parte da fauna terrestre, portando, animais (a maioria não sabia!).
  • Geografia: localizar no mapa do Brasil onde vivem os povos indígenas cujas músicas foram ouvidas e os criadores dos grafismos que nos “inspiraram” a fazer as obras expostas.
  • Matemática: saber quantos índios viviam no Brasil antes de Cabral, quantos vivem hoje e onde estão a maioria deles

26 de dez. de 2010

Thaj Mahal - uma linda história de amor

O projeto foi desenvolvido no primeiro semestre de 2009, com crianças do 3º ano do ensino fundamental.
A idéia central foi trazer para a sala de aula a novela “CAMINHO DAS ÍNDIAS”. Já que a telenovela atinge tão profundamente os educandos, que se identificam, se envolvem com a história e até usam como exemplos, o que quimosse foi nos apropriar desse cana de comunicação epor meio dele , proporcinar mais informações artístico-culturais, sobre o país Índia, quanto aos costumes, música, dança, pintura corporal, arquitetura, indumentária, localização geográfica, etc. Toda a sequencia didática se desenvolveu amarrada na história do Taj Mahal, cuja imagem apareceu primeiro, todos os dias, na abertura da telenovela. Assim, prometi aos estudantes que, no final do projeto, lhes contaria "uma linda história de amor".

Oque fizemos de diferente:
  • Dei as aulas vestida com o Sári indiano;
  • Aula de história: adaptei a história do Taj Mahal para crianças;
  • Aula de geografia: localizamos no mapa a Índia e a Ásia, o Brasil e as Américas, e aprendemos que indianos são asiáticos e brasileiros, AMERICANOS!!!
  • Conhecemos o artista brasileiro, Jorge bem Jor, autor da música Taj Mahal;
  • Conhecemos o artista indiano Ravi Shankar;
  • Fizemos meditação indiana e pintamos 3° olho;
  • Conhecemos o Taj Mahal, uma das novas Maravilhas do Mundo;
  • Encerramos com uma exposição das artes feitas pela crianças e uma festa com músicas e danças indiana imitando as que apareceram na novela, mais, Taj Mahal, de Bem Jor.